O ministro Gilmar Mendes fez uma das declarações mais contundentes dos últimos meses no Supremo Tribunal Federal ao afirmar que o colega Alexandre de Moraes “evitou que o país caísse em um abismo autoritário”, durante homenagem pelos nove anos de atuação do magistrado na Corte.
A fala ocorreu em sessão marcada por elogios institucionais e forte carga emocional. Gilmar chegou a interromper o discurso, visivelmente comovido, ao destacar o papel de Moraes na condução de investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, o Brasil “tem uma dívida” com o ministro e as futuras gerações reconhecerão sua atuação.
A declaração foi feita em um contexto político sensível, no qual decisões do Supremo seguem no centro do debate nacional. Moraes é relator de processos considerados estratégicos para o ambiente institucional, incluindo ações que envolveram figuras de alto escalão e militares.
Durante a mesma sessão, o presidente do STF, Edson Fachin, também reforçou o tom de defesa institucional. Ele classificou a atuação de Moraes como decisiva para garantir que a Constituição prevalecesse “sobre o poder do momento”, destacando a condução de casos complexos sob pressão política e social.
A manifestação de Gilmar ocorre em meio a críticas crescentes ao protagonismo do Supremo e ao papel de seus ministros em decisões de grande impacto político. Ainda assim, dentro da Corte, o discurso foi de unidade e reconhecimento à atuação de Moraes em momentos considerados críticos para a estabilidade democrática.
Ao agradecer as homenagens, Moraes afirmou que os últimos anos foram de intensa turbulência institucional, resumindo o período como “uma década que às vezes parece 90 anos”, em referência às crises enfrentadas pelo país.
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