Um caso cercado de inconsistências ganhou novos contornos em Belo Horizonte após dados oficiais indicarem que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, pode ter sido enterrado antes mesmo da data registrada de sua morte. A informação consta em documentos analisados pela coluna do jornalista Igor Gadelha, levantando questionamentos sobre os procedimentos adotados após o óbito.
De acordo com registros cartoriais, “Sicário” morreu oficialmente em 6 de março de 2026, com registro formal feito no dia seguinte. No entanto, informações ligadas à Prefeitura de Belo Horizonte apontam que o sepultamento teria ocorrido cerca de um mês antes da data da morte, o que acende um alerta sobre possível inconsistência nos dados públicos.
O caso se torna ainda mais nebuloso porque a certidão de óbito não apresenta a causa da morte, descrita apenas como “aguardando exames” — situação considerada incomum por especialistas ouvidos pela coluna.
“Sicário” era investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo a PF, ele tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia, sendo socorrido e levado ao hospital, onde teve morte encefálica confirmada posteriormente.
Apontado como figura-chave em um grupo que atuava com monitoramento, intimidação e coleta de informações para interesses privados, Mourão acumulava histórico criminal e era considerado peça estratégica no núcleo investigado.
Além das dúvidas sobre a cronologia do sepultamento, o caso também envolve falta de transparência em dados oficiais. O local de enterro não consta na certidão, embora informações indiquem que ele foi sepultado no Cemitério do Bonfim, na capital mineira.
Diante das inconsistências, o episódio amplia a pressão por esclarecimentos das autoridades e reforça o clima de desconfiança em torno de um dos casos mais sensíveis ligados às investigações do Banco Master.
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