No acumulado de nove meses, o lucro líquido recuou 42%, totalizando 465,44 bilhões de ienes.
A retração nos números é resultado de uma combinação de fatores externos que atingiram em cheio as operações da empresa.
Entre os principais obstáculos estão as tarifas de importação de 25% impostas pelos Estados Unidos e a contínua escassez global de semicondutores, assim agravada por disputas geopolíticas envolvendo fornecedores europeus e chineses. Além disso, a montadora enfrenta um enfraquecimento na demanda por veículos elétricos, setor que era a grande aposta para o crescimento futuro.
Diante da realidade do mercado, a Honda reviu suas expectativas de longo prazo.
A meta global de vendas de veículos elétricos (VEs) para 2030 foi reduzida de 30% para 20%. A decisão ocorre em meio a uma concorrência feroz na Ásia, especialmente na China, onde fabricantes locais têm ganhado participação de mercado rapidamente.
Analistas apontam que a falta de lançamentos previstos para a região asiática até o próximo ano fiscal pode deixar a marca japonesa ainda mais vulnerável.
Apesar do trimestre difícil, a companhia manteve sua projeção de lucro anual inalterada para o ano fiscal que termina em março de 2026, apostando em uma recuperação gradual nas vendas na América do Norte.




