O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, defendeu a manutenção do sigilo de até oito anos sobre informações relacionadas à liquidação do Banco Master.
Em depoimento nesta quarta-feira (8) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, Galípolo afirmou que a medida segue normas estabelecidas e não representa exceção no sistema financeiro.
De acordo com o presidente do BC, que foi indicado pelo presidente Lula (PT) ao cargo em agosto de 2024, e tomou posse na autarquia em 1º de janeiro de 2025, a decisão atende a uma regra assinada em 2018 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
“Para bancos maiores, são 10 anos [de sigilo]. Para bancos menores, são 8 anos. Para você mudar isso, precisa ter uma justificativa. De 2018 para cá, todas as 16 resoluções que existiram sobre instituições financeiras seguiram estritamente essa regra”, disse Galípolo.
O atual chefe do BC também comentou as investigações que apontam um rombo de quase R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo ele, no caso do Banco Master, é “fundamental” seguir o rito mais rigoroso possível para evitar questionamentos futuros.
“O Banco Central ainda se defende, assim como o FGC, em dois casos de liquidação. Um deles remonta a 1975, e o outro tem mais de 20 anos. Nesse segundo episódio, foram identificadas fraudes semelhantes aos indícios que encontramos agora”, afirmou.




