O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) negou acesso aos registros de entrada e saída de Roberta Luchsinger no Palácio da Alvorada, entre janeiro de 2023 e setembro de 2026. O pedido foi feito por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mas o órgão alegou que a divulgação poderia colocar em risco a segurança de instituições, autoridades e familiares.
A decisão ocorre em meio às investigações da Polícia Federal que envolvem Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Segundo informações divulgadas nas investigações, o grupo teria atuado em tratativas relacionadas a interesses empresariais junto a órgãos públicos.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque Lula afirmou, em agosto, que não conhecia Luchsinger e que nunca havia conversado com ela. Antes disso, mensagens atribuídas à lobista mencionavam sua presença no Palácio e encontros com o presidente, enquanto o Planalto nega que ela tenha tido reuniões ou encontros com Lula no Alvorada ou no Planalto.
A negativa do GSI contrasta com respostas da Previdência Social e da Anvisa, que informaram não ter localizado registros de acesso de Luchsinger em seus sistemas. A controvérsia recoloca a transparência da Presidência sob escrutínio — justamente quando os registros poderiam ajudar a esclarecer quem esteve, quando esteve e em que circunstâncias na residência oficial do presidente.




