O Ministério da Educação (MEC) anunciou o reajuste do piso nacional do magistério, com aumento nominal de R$ 18, valor inferior à inflação acumulada, e sem consenso com estados, municípios e representantes da categoria.
A decisão foi tomada de forma administrativa e provocou reação imediata de entidades educacionais, que apontam perda real no poder de compra dos professores e alertam para impactos diretos na valorização da carreira docente. O reajuste, segundo especialistas, não recompõe sequer a inflação do período, aprofundando a defasagem salarial.
Gestores estaduais e municipais também criticaram a medida, destacando a falta de diálogo federativo e a dificuldade de absorver custos adicionais sem contrapartida financeira da União. Para sindicatos, o movimento do MEC contraria o discurso oficial de prioridade à educação e enfraquece políticas de permanência e qualidade no ensino básico.
O novo valor passa a vigorar ainda neste mês, mas o tema deve seguir no centro do debate político e jurídico, com possibilidade de questionamentos e pressão por revisão do índice aplicado.



