O governo do estado do Rio de Janeiro, por meio do governador Cláudio Castro, anunciou o cancelamento do reajuste da tarifa do MetrôRio que estava previsto para entrar em vigor nesta semana. A decisão ocorre após forte reação de usuários, movimentos sociais e lideranças comunitárias, que protestaram contra o aumento em um momento de combate à inflação e queda no poder de compra da população.
A medida havia sido articulada em conjunto com a concessionária responsável pela operação do sistema metroviário, mas gerou imediata insatisfação entre os passageiros, que se manifestaram nas redes sociais e pressionaram governos municipal e estadual para reverter a proposta.
Pelo cronograma anunciado anteriormente, a tarifa do metrô carioca sofreria um aumento que, segundo especialistas consultados na época, poderia dificultar ainda mais o orçamento de trabalhadores que dependem do transporte diário para deslocamentos na capital.
Diante da repercussão negativa e do risco de impacto nas famílias de baixa renda, o governo decidiu suspender o reajuste e manter o valor atual da passagem por tempo indeterminado. Em comunicado, Castro afirmou que a medida busca preservar o equilíbrio financeiro das famílias cariocas e evitar ônus adicional sobre os usuários.
A decisão foi recebida com alívio por parte de usuários do MetrôRio, que vinham criticando o reajuste proposto e argumentaram que os aumentos sucessivos nos custos de transporte público pressionam ainda mais os orçamentos domésticos.
O episódio ressalta a sensibilidade pública em relação ao preço das tarifas de transporte coletivo nas grandes cidades brasileiras e a importância das reações populares no processo de definição de políticas públicas que afetam o cotidiano dos cidadãos.




