Uma família da Bahia foi retirada de um voo da Air France no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris (França), após uma disputa envolvendo a classe executiva do avião que os levaria a Salvador (BA) nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026.
O empresário Ivan Lopes, sua esposa e duas filhas — incluindo Bruna Lopes, de 26 anos, e outra de 11 anos — pagaram cerca de €1.600 (aproximadamente R$ 10 000) por um upgrade de Premium Economy para classe executiva no trecho entre Milão e Salvador, segundo relatos do próprio empresário à imprensa.
Ao chegarem ao portão de embarque em Paris, a família foi informada por funcionários da companhia de que o assento reservado para a filha na executiva estava “quebrado” e que ela deveria ser realocada na classe econômica, o que gerou questionamentos e resistência por parte dos passageiros.
Apesar da tentativa de manter todos a bordo sob a justificativa de que alguém poderia desistir do voo, a situação escalou quando a família encontrou o local originalmente reservado ocupado por outro passageiro, que teria sido realocado após alegação de problemas técnicos em seu assento.
Testemunhas e vídeos gravados por outros passageiros mostram momentos de confusão entre a família e a tripulação, com relatos de que o comandante teria interagido com a jovem de forma ríspida e tomado seu bilhete de viagem, afirmando que a retirada era necessária.
Diante do impasse, a polícia francesa foi acionada, e após cerca de uma hora de negociação e insatisfação dos envolvidos, os quatro membros foram retirados da aeronave. Em seguida, as autoridades orientaram que a família procurasse o balcão de atendimento da Air France para reorganizar o voo.
No balcão, a família foi informada de que poderia ser reacomodada em outro voo, desde que pagasse novamente pelas passagens, sob a justificativa de que o atraso de cerca de uma hora teria causado prejuízos à companhia — informação que foi contestada pelo empresário, já que o voo teria pousado em Salvador no horário previsto.
Orientado por seu advogado, Ivan adquiriu bilhetes em outra companhia aérea e conseguiu chegar a Salvador na manhã de quinta-feira (15), mas relatou prejuízo financeiro estimado em aproximadamente R$ 100 000 entre passagens, deslocamentos e outros custos extras.
Ele afirmou ainda que pretende processar a Air France, buscando reembolso total dos gastos e indenização por danos morais em razão do episódio.
Até o momento, a Air France não se posicionou oficialmente sobre o caso.




