Exército cumpre ordem de Moraes e prende militares condenados por suposta trama golpista

Reprodução do X
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O Exército Brasileiro prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos, após o esgotamento inicial dos recursos na Corte.

Os detidos são o major da reserva Ângelo Denicoli, o tenente-coronel Guilherme Almeida e o subtenente Giancarlo Rodrigues. As detenções ocorreram em unidades militares, conforme prevê a legislação para militares condenados, com custódia dentro das próprias Forças Armadas.

Segundo as investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República, os condenados integravam o chamado “núcleo da desinformação”, responsável por disseminar conteúdos falsos sobre o sistema eleitoral com o objetivo de gerar instabilidade institucional.

As condenações, definidas em 2025, estabeleceram penas que variam de cerca de 7 a 17 anos de prisão, além de multa coletiva de R$ 30 milhões por danos morais e perda de direitos políticos.

Outros dois condenados seguem foragidos, incluindo um coronel da reserva que estaria fora do país. A execução das penas ocorre após decisão do STF que marcou o trânsito em julgado do processo, encerrando a possibilidade de novos recursos nas instâncias superiores.

O caso se insere no conjunto de investigações sobre a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022, que envolveu militares e civis acusados de atuar para desacreditar o processo eleitoral e pressionar por uma mudança no resultado das urnas.

Nos bastidores, a decisão reacende o debate sobre os limites de atuação do Judiciário, o papel das Forças Armadas e a responsabilização de agentes públicos em episódios que colocaram à prova a estabilidade democrática do país.

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