O diretor-executivo da TAV Brasil, Bernardo Figueiredo, afirmou que o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Rio de Janeiro e São Paulo ainda não ganhou o suporte político necessário do governo federal, apesar do apoio técnico declarado pelo Ministério dos Transportes.
Em entrevista ao portal Poder360, Figueiredo disse que a principal evidência da falta de prioridade é a **não inclusão do projeto na carteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), programa do governo que funciona como um selo de credibilidade e facilita a atração de financiamentos e investimentos privados.
Segundo o executivo, a ausência do trem-bala no PAC dificulta não só a entrada de capital de investidores estrangeiros e nacionais, como também torna etapas como licenciamento ambiental mais complexas, já que o projecto carece de um respaldo mais claro por parte da administração federal.
O projeto do TAV, que busca ligar as duas maiores metrópoles do país por uma ferrovia de alta velocidade, está sendo discutido há décadas e nunca saiu do papel de forma concreta — mesmo após autorizações e estudos técnicos anteriores —, segundo historiadores do setor ferroviário e levantamentos sobre a história da iniciativa.
Embora a TAV Brasil sustente que há ambiente mais favorável hoje do que em gestões anteriores para a viabilização da obra, a ausência de uma declaração de prioridade nacional por parte do governo federal torna mais lenta a atração de capitais e a definição das principais fases do empreendimento, que, em projeções anteriores, poderia iniciar operações já na década de 2030.
O trem de alta velocidade é visto por proponentes como um modal que pode reduzir o congestionamento da ponte aérea entre Rio e São Paulo e integrar de forma mais fluida as regiões. No formato atual proposto pela TAV Brasil, o trajeto principal teria aproximadamente 378 km, com possíveis estações de integração em importantes pontos urbanos.




