Especialistas em mobilidade urbana têm destacado que, além da construção de ciclovias, é fundamental garantir proteção e segurança aos usuários para que o uso da bicicleta como meio de transporte aumente de forma sustentável nas cidades brasileiras.
De acordo com estudos e observações internacionais sobre mobilidade, quando as ciclovias são físicamente separadas do tráfego motorizado, com barreiras, sinalização efetiva e fiscalização adequadas, a confiança dos ciclistas cresce — inclusive entre usuários que hoje ainda utilizam carro ou transporte coletivo. Isso se traduz em maior fluxo de bicicletas nas vias, redução de conflitos com automóveis e queda no número de acidentes.
Profissionais da área de planejamento urbano afirmam que a simples existência de faixas pintadas no chão, sem proteção efetiva, não é suficiente para atrair usuários menos experientes ou crianças, já que muitos ciclistas relatam sensação de insegurança ao dividir espaço com carros e ônibus. A proteção física — por meio de barreiras, canteiros, guia elevada ou equipamentos — é apontada como um elemento que aumenta a percepção de segurança e incentiva mais pessoas a pedalar.
Em cidades onde esse modelo já foi implementado, como Bogotá (Colômbia), Amsterdã (Países Baixos) e Copenhague (Dinamarca), observa-se que a infraestrutura segura multiplicou o número de ciclistas, transformando a bicicleta em um modal usado tanto no dia a dia de deslocamentos quanto no lazer.
No contexto brasileiro, debates sobre a implantação de ciclovias têm avançado em capitais e municípios de médio porte, mas muitas vezes esbarram em questões de financiamento, legislação local e priorização de espaço público. A construção de ciclovias protegidas exige coordenação entre órgãos de trânsito, secretarias de mobilidade e planejamento urbano, além de consultas públicas para ponderar demandas de pedestres, moradores e comerciantes.
Organizações da sociedade civil que atuam na promoção do uso da bicicleta destacam que ciclofaixas com proteção física, integração com o transporte coletivo e manutenção frequente são fatores que, juntos, estimulam a mudança modal — ou seja, convencem mais pessoas a optar pela bicicleta no cotidiano, o que pode reduzir congestionamentos e emissões de poluentes.
Para especialistas, políticas públicas eficientes passam por três pilares:
Infraestrutura segura e contínua — vias protegidas e conectadas entre si; Educação e sinalização — campanhas que orientem motoristas e ciclistas; Fiscalização e manutenção — garantindo que o espaço permaneça seguro ao longo do tempo.
A adoção de estruturas protegidas é vista, assim, não apenas como um luxo urbano, mas como uma medida capaz de transformar a mobilidade nas cidades brasileiras, aproximando-as de padrões mais sustentáveis de deslocamento e tornando a bicicleta um modal verdadeiramente acessível e seguro para todos.
Se quiser, posso incluir dados comparativos (por exemplo uso de bicicleta antes/depois da implantação de proteção em outras cidades) ou um box explicativo sobre tipos de ciclovias e proteções.




