Em grandes cidades brasileiras, bicicletas elétricas, ciclomotores e equipamentos autopropelidos têm disputado espaço nas ruas, ciclovias e calçadas em meio à falta de regras claras e fiscalização efetiva, aponta reportagem sobre a circulação desses veículos no cotidiano urbano.
Cenas registradas em locais como a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), mostram indivíduos pilotando e-bikes em alta velocidade entre ônibus e táxis, ou improvisando acrobacias junto ao fluxo de carros e pedestres, enquanto bicicletas, patinetes elétricos e outros veículos de duas rodas disputam espaço nas vias e ciclovias.
Especialistas e equipes de fiscalização relatam que o desrespeito a sinais de trânsito, limites de velocidade e direção correta torna o uso desses modais um desafio para a segurança urbana, aumentando o risco de colisões, atropelamentos e quedas, fenômeno que se reflete no aumento de atendimentos de emergência a acidentes envolvendo veículos elétricos de duas rodas.
O problema está ligado a um limbo regulatório: embora a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) já tenha estabelecido normas para ciclomotores e e-bikes — como definição de categorias e requisitos técnicos —, a fiscalização municipal ainda é incipiente e muitas cidades ainda não regulamentaram nem aplicaram sanções efetivas.

Organizações de mobilidade urbana defendem que regulamentação local clara e fiscalização contínua são fundamentais para reduzir conflitos entre modais, proteger pedestres e ciclistas, e garantir a convivência segura com demais veículos nas vias urbanas.
Enquanto isso, usuários e testemunhas reclamam da sensação de caos nas ruas e ciclovias, onde bicicletas elétricas e equipamentos motorizados menores circulam com pouco controle, refletindo uma lacuna entre a norma vigente e sua aplicação efetiva nas cidades brasileiras.




