A CPMI do INSS terminou sem relatório final após rejeitar, por 19 votos a 12, o parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar. Logo depois da votação, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, decidiu encerrar os trabalhos sem submeter a análise um relatório alternativo elaborado pela base governista.
A decisão ocorreu depois de sete meses de funcionamento da comissão. O relatório rejeitado tinha cerca de 4 mil páginas e pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas no contexto das fraudes envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Após o encerramento, a senadora Eliziane Gama apresentou questão de ordem para que o texto alternativo fosse apreciado, mas o pedido não foi acolhido. Carlos Viana afirmou que cópias do relatório rejeitado serão encaminhadas a instituições como o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal, enquanto o deputado Paulo Pimenta disse que o documento da base governista será levado à Polícia Federal.
Com isso, a CPMI chega ao fim sem um texto final oficialmente aprovado, mas com dois documentos políticos em circulação e com desdobramentos ainda projetados para órgãos de investigação e controle. A comissão havia sido instalada em agosto de 2025 para apurar fraudes bilionárias em descontos irregulares sobre benefícios do INSS, e seu prazo terminou após o STF rejeitar a prorrogação dos trabalhos.
Fonte: Agência Senado




