Correios contratam escritório por R$ 800 mil sem licitação para defesa no TCU em caso de “pedaladas” nos balanços
Em meio ao maior abalo financeiro de sua história recente, os Correios contrataram sem licitação um escritório privado de advocacia e representação por R$ 800 mil para atuar na defesa de dirigentes e ex-dirigentes em um processo no Tribunal de Contas da União (TCU).
O escritório Wambier, Yamasaki, Bevervanço & Lobo Advogados foi contratado para atuar junto à Corte de Contas em um caso que apura a ocorrência de possíveis “pedaladas fiscais” na elaboração dos balanços da estatal em 2023, período em que a presidência da empresa era ocupada por Fabiano Silva Santos.
O caso chama atenção pelo contexto: a estatal enfrenta uma crise financeira e, ao mesmo tempo, decide recorrer a uma contratação direta — sem processo licitatório — para sustentar a defesa de gestores no âmbito do TCU.
De acordo com a própria empresa, a iniciativa estaria inserida em um projeto mais amplo de melhorias na capacidade de resposta ao público, em andamento desde pelo menos 2023. Segundo a explicação, esse pacote de mudanças incluiu também a contratação de uma prestadora de serviços terceirizada, o que teria exigido a atualização dos tradicionais números telefônicos do serviço de atendimento.
Apesar da justificativa institucional, o episódio amplia o desgaste público da estatal e reacende questionamentos sobre governança, controle de gastos e prioridades administrativas num momento em que os Correios tentam estancar prejuízos e recuperar credibilidade.
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