Uma investigação da Polícia Federal identificou um volume considerado estatisticamente improvável de prêmios em jogos de loteria envolvendo um contador ligado a empresas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sua esposa. De acordo com os relatórios apurados no inquérito, o casal teria sido premiado ao menos 640 vezes em diferentes modalidades de loteria, incluindo concursos da Mega-Sena.
Segundo as informações levantadas pela PF, a esposa do contador teria sido contemplada em 462 ocasiões, enquanto ele próprio aparece como vencedor em outras 178 apostas. O padrão de premiações chamou a atenção dos investigadores não apenas pela frequência, mas também pelo contexto financeiro em que os ganhos ocorreram.
As apurações apontam ainda transferências recorrentes de valores elevados para casas lotéricas, além da participação em bolões e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda formal declarada pelos investigados. Esses elementos levaram os investigadores a analisar a utilização de jogos lotéricos como possível mecanismo para dar aparência de legalidade a recursos de origem suspeita.
O caso surgiu no âmbito de investigações mais amplas sobre possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Relatórios de inteligência também registram conexões que estão sendo apuradas com pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), o que ampliou o nível de atenção das autoridades federais sobre o uso do sistema de loterias nesse contexto.
Procurados, os investigados negam qualquer irregularidade e sustentam que os prêmios foram obtidos de forma lícita. A investigação segue em andamento na Polícia Federal, que continua analisando documentos, registros financeiros e dados das apostas para esclarecer os fatos.
A PF ainda não concluiu o inquérito e, até o momento, não há denúncia formal apresentada à Justiça. O caso permanece sob apuração.
Acompanhe mais análises e bastidores da política e da economia em nossas redes sociais.
Instagram, X e Facebook: DFMobilidade




