Greenwald expõe privilégio a filho de Lula na Espanha após bloqueio a Bolsonaro
O jornalista Glenn Greenwald veio a público expor a seletividade nas justificativas usadas para defender a proibição de saída do país imposta por Alexandre de Moraes a Jair Bolsonaro. De acordo com o comunicador, defensores da medida decidiram inventar uma regra nova, bizarra e autoritária de “lei e ordem” para tentar tratar como normal a apreensão do passaporte de um investigado que sequer foi formalmente acusado.
Para ilustrar como o rigor das restrições parece variar conforme a conveniência política, Greenwald destacou a situação do filho de Lula. Mesmo envolvido em diversos escândalos e em importantes investigações financeiras ligadas à corrupção de lobistas, ele nunca teve seu passaporte apreendido ou cancelado.
Sem qualquer impedimento para cruzar fronteiras, o filho do presidente deixou o Brasil para viver em luxo extremo na Espanha. Por lá, instalou-se no mesmo bairro exclusivo onde moram vários dos jogadores de futebol mais bem pagos do mundo, em meio ao que aparenta ser uma grande riqueza cuja origem ninguém consegue explicar.
A crítica também se estende ao trânsito livre concedido a inúmeras pessoas ricas e poderosas no Brasil, incluindo aliados de Lula que estão atualmente sob investigação. Para esse grupo, não há retenção de documentos: todos saem livremente do país quando querem, voando sem obstáculos para destinos como França, Dubai ou qualquer outro lugar.
Diante do contraste evidente de tratamento, Greenwald classificou como bizarro o fato de setores da esquerda começarem a fabricar poderes policiais extremistas exatamente quando a medida lhes convém.

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