Com um a mais e sem alma: Brasil repete velhos vícios, Seleção Brasileira sucumbe à França e escancara dependência de lampejos
A derrota por 2 a 1 para a Seleção Francesa não foi apenas mais um tropeço — foi um diagnóstico ao vivo. Com um jogador a mais em campo durante parte do jogo, o Brasil conseguiu a proeza de parecer inferior, previsível e, em muitos momentos, irrelevante.
E o principal símbolo disso atende por Vinícius Júnior. Apagado. Invisível. O protagonista que prometia assumir o papel de liderança simplesmente não apareceu — e quando o principal nome some, o resto desmorona como um castelo de cartas.
Do outro lado, a França fez o básico com requintes de crueldade: aproveitou erros, foi objetiva e, sobretudo, jogou com a seriedade que o Brasil insiste em tratar como opcional. O gol inicial francês — com participação decisiva de Kylian Mbappé — já indicava o roteiro: intensidade de um lado, contemplação do outro.
Nem mesmo a expulsão de um jogador francês foi suficiente para acordar a Seleção. Pelo contrário: com superioridade numérica, o time brasileiro conseguiu ficar ainda mais exposto, errático e emocionalmente desorganizado. Um feito raro — e preocupante.
A equipe até tentou reagir em momentos pontuais, mas esbarrou no problema crônico: falta de identidade. Não há padrão, não há consistência e, principalmente, não há protagonismo coletivo. Tudo depende de lampejos individuais — que, desta vez, simplesmente não vieram.
Antes do jogo, o próprio Vini Jr já havia baixado as expectativas ao admitir que o Brasil “não é favorito”. A sinceridade, nesse caso, virou profecia.
O resultado não surpreende. Ele apenas confirma um padrão que vem se repetindo: uma Seleção que carrega o peso da camisa, mas parece ter esquecido como honrá-la dentro de campo. A França, mais uma vez, não precisou ser brilhante — bastou ser organizada.
E talvez esse seja o ponto mais incômodo: enquanto o Brasil ainda vive de memória e marketing, seus adversários jogam futebol de verdade.
No ritmo atual, a pergunta não é se o Brasil vai chegar forte à Copa. É se vai chegar.




