Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, afirmou que o Brasil precisa “se preparar para o pior” diante da escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã — em um momento em que a crise geopolítica pode ganhar novas dimensões e trazer repercussões globais.
Segundo Amorim, entrevistado pela GloboNews, o atual quadro de forte tensão pode evoluir para um cenário ainda mais instável, com risco de expansão do conflito para além dos países diretamente envolvidos. Ele citou o potencial de “aumento vertiginoso das tensões” na região, devido à capacidade iraniana de fornecer armamento a grupos armados em outros países do Oriente Médio.
O diplomata ressaltou que a expressão “pior” se refere justamente à possibilidade de o confronto se estender e envolver outros atores na região, com consequências imprevisíveis para a paz global. Ele também destacou que ainda trataria do assunto com Lula nesta segunda-feira.
A declaração acontece dias antes de uma possível visita do presidente brasileiro à Washington para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, prevista para meados de março, e Amorim frisou a dificuldade de manter um equilíbrio diplomático entre posições firmes e a capacidade de diálogo em meio ao agravamento da crise.
O governo brasileiro já expressou preocupação com a escalada de violência no Oriente Médio, pedindo contenção e defendo a negociação diplomática como caminho viável para a paz na região — um posicionamento que agora se torna ainda mais relevante diante do cenário internacional volátil.




