CBF acaba com o “bico” e contrata 72 árbitros para apitar a Série A com salário fixo

Foto: Divulgação/CBF
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O futebol brasileiro vive um dia histórico nesta terça-feira (27/01), pois a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou o que por décadas parecia impossível: a profissionalização da arbitragem.

O modelo de “freelancer”, onde o juiz recebia apenas por partida apitada, dará lugar a contratos por temporada para uma elite de 72 profissionais. A partir de agora, quem comanda o apito no Brasileirão da Série A terá salário mensal fixo, taxas variáveis e bônus por desempenho.

O pacote anunciado pelo presidente da entidade, Samir Xaud, no Rio de Janeiro, prevê um investimento pesado de R$ 195 milhões para o biênio 2026-2027.

O quadro fixo será composto por 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 especialistas em VAR. Além da segurança financeira, esses profissionais terão, pela primeira vez, uma estrutura de atleta: acompanhamento psicológico, preparador físico, nutricionista e suporte médico integral.

A cobrança, no entanto, também será profissional, visto que o projeto estabelece um sistema rigoroso de meritocracia com ranking atualizado a cada rodada.

Haverá rebaixamento anual de pelo menos dois nomes de cada função que não atingirem as metas técnicas e físicas, abrindo espaço para novos talentos.

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