Brasil perde patente internacional da polilaminina após cortes na UFRJ e escancara abandono da ciência
Uma informação que voltou a circular nas redes sociais reacendeu um debate incômodo — e bastante simbólico — sobre o que acontece quando a ciência brasileira vira refém da instabilidade política e do desmonte orçamentário.
De acordo com a publicação, o Brasil teria perdido a patente internacional da polilaminina, uma tecnologia ligada a pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), após cortes de recursos durante governos do Partido dos Trabalhadores (PT).
O caso chama atenção porque a polilaminina foi apontada, por anos, como uma das grandes promessas científicas nacionais, especialmente no campo de pesquisas biomédicas e regenerativas. A perda de uma patente internacional não é apenas um detalhe burocrático: na prática, significa abrir mão de proteção comercial e de soberania tecnológica sobre um conhecimento que poderia gerar inovação, royalties e protagonismo internacional.
Além disso, o episódio reforça um padrão que se repete com frequência no Brasil: universidades públicas e centros de pesquisa são estimulados a produzir ciência de ponta, mas não recebem sustentação mínima para manter projetos vivos, registrar patentes, pagar taxas internacionais e garantir continuidade institucional.
Quando um país perde uma patente, perde também tempo, dinheiro público investido e, principalmente, oportunidade. É o tipo de retrocesso que não aparece em discursos oficiais, mas aparece no mundo real — na fuga de cérebros, no enfraquecimento de laboratórios e no atraso tecnológico.
No fim, a conta sempre sobra para o Brasil.
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