CPI da Censura: revelações de Mike Benz e a suspeita de interferência da USAID nas eleições brasileiras
O ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA e analista de guerra cibernética, Mike Benz, tem sido um dos principais denunciantes do que ele chama de um “esquema global de censura”. Segundo ele, a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) desempenhou um papel crucial na supressão de vozes conservadoras e na manipulação da informação digital em diferentes países, incluindo o Brasil.
A revelação mais explosiva de Benz, que ganhou força entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi sua afirmação categórica: “Se não existisse a USAID, Bolsonaro ainda seria presidente”. A declaração, amplamente repercutida nas redes sociais, sugere que o governo norte-americano teria influenciado diretamente o debate público brasileiro e impactado o resultado eleitoral de 2022.
Eduardo Bolsonaro e a CPI da Censura
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) compartilhou a denúncia em suas redes sociais, destacando a gravidade das alegações. Em um post recente, Eduardo reforçou a necessidade de aprofundar as investigações e anunciou que estão sendo coletadas assinaturas para a criação de uma CPI da Censura na Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, a Comissão Parlamentar de Inquérito teria como objetivo desvendar os mecanismos de censura e violações de liberdades promovidos antes e depois das eleições de 2022.
No post, Eduardo cita o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) como um dos articuladores da CPI e incentiva apoiadores a pressionarem seus parlamentares para assinarem o requerimento.
O que é a USAID e qual seria o seu papel?
A USAID é um órgão do governo americano voltado para o desenvolvimento internacional e a promoção da democracia. No entanto, críticos apontam que a agência tem sido usada para interferir em processos políticos de outros países, financiando ONGs e iniciativas que favorecem determinados interesses políticos.
Mike Benz argumenta que a USAID trabalhou em parceria com grandes empresas de tecnologia e organizações de “checagem de fatos” para restringir conteúdos e influenciar a percepção pública. No Brasil, isso teria ocorrido por meio de parcerias com ONGs locais e com a mídia tradicional, que teriam promovido uma narrativa única, censurando opiniões divergentes.
Próximos passos da investigação
A pressão por uma CPI da Censura pode ganhar força com as recentes declarações de Benz e a mobilização da base bolsonarista. Caso a comissão seja instaurada, pode haver um aprofundamento nas investigações sobre o suposto envolvimento de órgãos internacionais na disputa eleitoral brasileira.
Resta saber se o Congresso Nacional permitirá que essa investigação avance ou se as denúncias serão classificadas como mais uma “teoria da conspiração”. O fato é que as falas de Mike Benz colocam em xeque a soberania do processo eleitoral brasileiro, trazendo à tona questões que, até então, eram apenas sussurradas nos bastidores da política.