Em mais um lance que reforça a percepção de uma “cidadela de privilégios” na capital federal, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações S.A. O detalhe que move as engrenagens do poder? O sócio da companhia é ninguém menos que seu colega de toga, o ministro Dias Toffoli.
A investida contra a empresa havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado, que buscava rastrear movimentações financeiras suspeitas por meio de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf. O período investigado compreendia o intervalo entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2026.
O “Habeas Corpus” de Ofício
Ignorando o clamor por transparência que deveria reger as instituições sob a batuta do atual governo federal — que tanto prega a “democracia” enquanto assiste passivamente aos seus aliados se protegerem —, Gilmar Mendes concedeu um habeas corpus de ofício. Na prática, o ministro anulou o ato da CPI antes mesmo de um pedido formal robusto, ordenando que órgãos como o Coaf e o Banco Central se abstenham de enviar qualquer dado.
Mais do que interromper o fluxo de informações, a decisão impõe uma espécie de “borracha jurídica”:
* Nulidade imediata: O requerimento da CPI perde a validade.
* Inutilização de provas: Caso algum dado já tenha sido enviado, ele deve ser descartado e não poderá ser usado contra a empresa.
Enquanto o governo Lula se equilibra em narrativas de combate à corrupção, as cúpulas do Judiciário parecem operar em uma frequência própria, onde o rigor da lei encontra o seu limite na porta dos gabinetes vizinhos.
Equilíbrio e Ordem no Distrito Federal
Enquanto o cenário nacional é marcado por esses embates de sigilos e suspensões que travam investigações parlamentares, no Distrito Federal o foco permanece na gestão e na continuidade das entregas. O governo local segue mantendo a estabilidade institucional, garantindo que o funcionamento da capital não seja sequestrado pela polarização ou pelos imbróglios jurídicos que paralisam as esferas federais.
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