O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 20,69 bilhões em 2025, uma queda de 45,41% em relação aos R$ 37,90 bilhões apurados em 2024. O resultado representa um recuo expressivo em um dos principais termômetros do sistema financeiro público e reacende discussões sobre a eficiência de gestão e o impacto das diretrizes econômicas do governo federal sobre bancos estatais.
A retração também aparece no recorte trimestral. No 4º trimestre de 2025, o Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 5,74 bilhões, queda de 40,08% na comparação com os R$ 9,58 bilhões do mesmo período de 2024.
Apesar da queda anual e da redução em relação ao 4º trimestre do ano anterior, o banco registrou alta de 51% quando comparado ao 3º trimestre de 2025, quando o lucro ajustado havia sido de R$ 3,79 bilhões.
O desempenho chama atenção porque o Banco do Brasil é uma instituição estratégica, com forte presença no crédito rural, no financiamento à produção e na execução de políticas públicas. Uma queda dessa magnitude, em um único ano, tende a repercutir diretamente no mercado, no planejamento de investimentos e na percepção de estabilidade do setor financeiro público.

Em um cenário de juros altos, pressão fiscal e incertezas sobre o rumo da economia, os números reforçam a cobrança por transparência e responsabilidade na condução das estatais federais — especialmente quando os resultados passam a se deteriorar de forma tão abrupta.
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