A manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou com episódios de vandalismo, tumultos e denúncias de violência contra mulheres. O evento, denominado “Marcha pela Democracia”, reuniu milhares de apoiadores do petista, mas também foi marcado por ocorrências que exigiram a intervenção da Polícia Militar.
Entre os casos denunciados está o da ativista Tamires Cardoso, de Guarulhos, que afirmou ter recebido socos e chutes após comparecer à manifestação acompanhada de um homem que carregava uma imagem de papelão de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo seu relato, os agressores também tentaram tomar seu celular. Em outro episódio, uma mulher foi alvo de insultos de caráter sexista e ameaças, precisando ser escoltada por policiais militares para deixar o local.
A violência também atingiu estruturas do transporte público. A Polícia Militar confirmou registros de depredação, pichações e tumultos durante a dispersão dos manifestantes. Na estação Consolação, portas e grades foram danificadas, enquanto imagens registraram pessoas sobre a cobertura de vidro de um acesso à estação Trianon-Masp. O Metrô de São Paulo adotou restrições temporárias de acesso, tanto em razão das ocorrências quanto para controlar a circulação de passageiros.
Os episódios contrastaram com a proposta anunciada pelos organizadores da mobilização, que defendiam a democracia e a participação política. Embora os danos ao patrimônio tenham sido confirmados pelas autoridades, as denúncias de agressão ainda dependem de esclarecimento quanto à identificação e à responsabilização dos envolvidos. A liberdade de manifestação é assegurada pela Constituição, mas não afasta a responsabilidade individual por eventuais atos de violência ou destruição do patrimônio.




