Após Débora, Moraes permite que outros 11 presos deixem a prisão

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que mais 11 presos em razão dos atos do 8 de janeiro deixem a prisão. As medidas ocorrem após a liberação emblemática de Débora Rodrigues dos Santos, que pichou a estátua da Justiça, e teve prisão domiciliar autorizada mediante pressão popular. Antes disso, somente uma pessoa havia sido liberada este ano.

As recentes autorizações foram expedidas entre a última sexta (28) e esta terça (1º). Entre os beneficiados está o empresário Leonardo Henrique Maia Gontijo, de 34 anos, que foi condenado a um ano de prisão, pena que pode ser convertida em medidas alternativas. Contudo, ele acabou detido por descumprir a regra de não sair da comarca, tendo se mudado de Belo Horizonte para Viçosa, segundo informações da Folha de S.Paulo.

Ele foi localizado três meses depois e preso. Posteriormente, recebeu a condenação por crimes de associação criminosa e incitação ao crime. Sua pena acabou substituída por prestação de serviços comunitários e um curso do Ministério Público Federal sobre democracia.

O professor de artes marciais Isaias Ribeiro Serra Júnior, de 24 anos, também foi liberado. Ele havia sido condenado a um ano de prisão e teve a pena convertida em outras medidas. Entretanto, retornou à prisão em junho do último ano após deixar a bateria da tornozeleira eletrônica acabar 17 vezes.

Reginaldo Silveira, de 60 anos, também foi acusado de associação criminosa e incitação ao crime por ter acampado em frente ao quartel-general do Exército. Ele ficou preso entre os dias 19 de janeiro e 10 de março de 2023, tendo sido liberado posteriormente. Porém, após 73 ocorrências relacionadas à tornozeleira eletrônica, ele voltou à prisão em julho de 2024. Liberado nesta segunda, ele aguarda o julgamento.

O adestrador de cães Kenedy Martins Colvello, de 29 anos, foi condenado à mesma pena dos demais na última sexta-feira (28), e também teve imposição de medidas alternativas. Ele estava preso desde janeiro por ter ficado seis dias consecutivos fora de casa. Os advogados, contudo, justificaram que seu cliente precisava viajar a trabalho.

Como o DFMOBILIDADE já havia noticiado, o professor aposentado Jaime Junkes, de 68, também foi autorizado a deixar a prisão. Condenado a 14 anos de prisão, ele enfrenta um câncer de próstata e problemas cardíacos, tendo, por esse motivo, a prisão convertida em detenção domiciliar.

Além deles, foram liberados Anilton da Silva Santos, Paulo Cesar de Jesus, Claudio Fernando Gonçalvez, Márcia Rosa Vieira, Arthur André Silva Martins e Marcos Pereira. Eles ficaram entre 39 a 313 dias presos.

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