O objetivo da agência reguladora é ouvir a sociedade civil, fabricantes e profissionais do setor até o dia 16 de março, coletando subsídios técnicos para emendar o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 61 e estabelecer os novos requisitos para licenças e habilitações.
A proposta da ANAC desenha um cenário de transição gradual e segura, onde inicialmente haveria um aproveitamento de pilotos de aviões e helicópteros já licenciados, que passariam por treinamentos específicos e supervisão operacional para se adaptarem à nova tecnologia.
Essa estratégia permitiria ao órgão acumular experiência e dados regulatórios suficientes para, no futuro, criar um curso de formação completo destinado a novos pilotos que não possuam vivência prévia em outras categorias, garantindo que a inovação chegue ao mercado com os mais altos padrões de segurança.
Para a Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (Abrapac), a medida é vista como a abertura de um novo mercado de trabalho no curto prazo, embora a entidade alerte que a presença humana no comando dessas aeronaves sirva, primariamente, para quebrar a barreira cultural de aceitação do público.
A visão de longo prazo da associação sugere que, após a consolidação da tecnologia e a confiança dos passageiros, o setor caminhe naturalmente para o transporte não tripulado e remotamente controlado.
Enquanto a regulação avança, a indústria nacional segue em ritmo acelerado com a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, que já realiza testes de protótipos e fecha contratos internacionais, como o recente acordo com a japonesa AirX para entregas em 2029.
Apoiada por financiamentos do BNDES e da Finep, a empresa aposta no desenvolvimento de veículos totalmente elétricos que




