ANAC inicia estudos para criar categoria de pilotos de “carros voadores”

Foto: Paola Ayala/Eve Air Mobility
Foto: Paola Ayala/Eve Air Mobility
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) deu um passo importante rumo à regulamentação da mobilidade aérea avançada no Brasil nesta quinta-feira (12/02), ao anunciar a abertura de uma consulta pública voltada para a criação de uma categoria específica de pilotos para os chamados “carros voadores”, ou eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical).

O objetivo da agência reguladora é ouvir a sociedade civil, fabricantes e profissionais do setor até o dia 16 de março, coletando subsídios técnicos para emendar o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 61 e estabelecer os novos requisitos para licenças e habilitações.

 

A proposta da ANAC desenha um cenário de transição gradual e segura, onde inicialmente haveria um aproveitamento de pilotos de aviões e helicópteros já licenciados, que passariam por treinamentos específicos e supervisão operacional para se adaptarem à nova tecnologia.

Essa estratégia permitiria ao órgão acumular experiência e dados regulatórios suficientes para, no futuro, criar um curso de formação completo destinado a novos pilotos que não possuam vivência prévia em outras categorias, garantindo que a inovação chegue ao mercado com os mais altos padrões de segurança.

Para a Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (Abrapac), a medida é vista como a abertura de um novo mercado de trabalho no curto prazo, embora a entidade alerte que a presença humana no comando dessas aeronaves sirva, primariamente, para quebrar a barreira cultural de aceitação do público.

A visão de longo prazo da associação sugere que, após a consolidação da tecnologia e a confiança dos passageiros, o setor caminhe naturalmente para o transporte não tripulado e remotamente controlado.

Enquanto a regulação avança, a indústria nacional segue em ritmo acelerado com a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, que já realiza testes de protótipos e fecha contratos internacionais, como o recente acordo com a japonesa AirX para entregas em 2029.

Apoiada por financiamentos do BNDES e da Finep, a empresa aposta no desenvolvimento de veículos totalmente elétricos que

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