A Petrobras anunciou um reajuste médio de cerca de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para o transporte aéreo, com validade a partir de 1º de abril de 2026. A medida ocorre em meio à disparada internacional do petróleo, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O aumento é considerado expressivo e atinge diretamente o principal insumo das companhias aéreas, responsável por aproximadamente 30% a 36% dos custos operacionais do setor. Com isso, o impacto no bolso do consumidor deve ser inevitável.
Na prática, o reajuste já acende alerta nas empresas aéreas, que sinalizam necessidade de repasse aos passageiros. Executivos do setor indicam que, a cada elevação no preço do combustível, as tarifas podem subir significativamente para compensar os custos.
O cenário internacional ajuda a explicar o movimento. A escalada dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pressionou o preço do barril de petróleo, que voltou a superar a marca dos US$ 100, encarecendo toda a cadeia de combustíveis.
No mercado interno, o reajuste segue a política da Petrobras de atualização mensal dos preços do QAV, baseada nas cotações internacionais e na variação cambial.
Além do impacto imediato nas passagens, especialistas apontam efeitos indiretos, como redução de oferta de voos e ajustes operacionais das companhias para conter custos. Em alguns casos, empresas já começaram a limitar rotas e elevar preços de forma antecipada.
O resultado é claro: viajar de avião no Brasil tende a ficar mais caro nos próximos meses, justamente em um momento em que o setor ainda se recupera de crises recentes e busca estabilidade financeira.




