O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) elevou o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo, 20 de setembro. Em publicação nas redes sociais, o senador responsabilizou politicamente Moraes pelo retorno de Luiz Inácio Lula da Silva ao cenário eleitoral e acusou o magistrado de ter “aparelhado o Estado” e “implodido a democracia”. As afirmações são acusações feitas pelo candidato no ambiente da campanha e não conclusões judiciais.
A manifestação ocorre exatamente duas semanas antes do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro de 2026. Flávio aproveitou a publicação para pedir aos eleitores a oportunidade de chegar ao Palácio do Planalto, classificando o pleito como decisivo para seu projeto político. O calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral confirma que brasileiros irão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente, governadores, senadores e deputados.
A declaração de Flávio sobre a responsabilidade de Moraes pelo retorno político de Lula, porém, exige uma distinção jurídica. A decisão que anulou inicialmente as condenações do petista na Lava Jato foi tomada pelo ministro Edson Fachin, em 8 de março de 2021, ao considerar incompetente a 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar aqueles processos. Posteriormente, o plenário do STF confirmou a decisão por 8 votos a 3; Moraes integrou a maioria que acompanhou Fachin.
Com a reta final da campanha oficialmente aberta, o episódio mostra que o STF e suas decisões deverão continuar ocupando espaço no confronto político até a votação. Na postagem deste domingo, Flávio transformou a crítica institucional em mensagem diretamente eleitoral e encerrou com um pedido explícito de apoio: faltam agora 14 dias para o primeiro turno.




