Gilmar barra quebra de sigilo de fundo ligado a Toffoli

Foto: STF
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (19) a quebra de sigilo do fundo de investimentos Arleen, determinada pela CPI do Crime Organizado.

A medida atingia o fundo que comprou participação em empresa ligada aos irmãos do ministro Dias Toffoli, em um resort no Paraná.

A decisão atende a pedido da defesa e acolhe argumento de que a medida repetia investigação já considerada inconstitucional.

“Entendo que estão preenchidos todos os requisitos que autorizam a extensão da ordem de habeas corpus. […] O que se verifica é a reiteração material de providência investigativa já reputada inconstitucional”, escreveu.

Ligação com Vorcaro e operação investigada

O fundo Arleen tinha como cotista estrutura ligada ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A negociação envolveu a empresa Maridt, da qual Dias Toffoli é sócio ao lado dos irmãos. As cotas foram vendidas ao fundo em 2021 e, posteriormente, transferidas a outra empresa em 2025.

A quebra de sigilo havia sido aprovada pela CPI após requerimento do senador Sergio Moro.

Crítica à CPI

Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que houve tentativa de contornar decisão anterior do Supremo.

“O ato de aprovação do requerimento padece de inconstitucionalidades e ilegalidades flagrantes”, registrou.

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O ministro apontou que os parlamentares adotaram “expedientes indiretos” para acessar dados já protegidos por decisão judicial.

“Essa conduta não pode ser tolerada”, afirmou.

Defesa e posicionamentos

A defesa do fundo sustentou que a medida era “idêntica” à já anulada anteriormente e classificou a quebra de sigilo como “invasiva”.

O gabinete de Dias Toffoli afirmou que o ministro não tem relação com Daniel Vorcaro.

“O Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, informou.

Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após reconhecer participação societária na empresa.

A investigação segue sob relatoria do ministro André Mendonça.

 

CD

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