Em publicação no X, o bispo JB Carvalho afirmou que a “atitude hostil do governo brasileiro para com o Estado de Israel não representa a maioria do povo de nossa nação”. Ao destacar seu apoio à comunidade judaica, Carvalho escreveu que o Brasil “celebra o povo judeu, sua história, suas conquistas, sua resiliência e, sobretudo, sua contribuição cultural e espiritual para o mundo”.
As recentes declarações de Lula intensificaram a crise diplomática entre Brasil e Israel, com o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, chamando Lula de antissemita e apoiador do Hamas, além de associá-lo ao líder supremo do Irã. Desde então, Israel rebaixou as relações diplomáticas com o Brasil e estes Lula “persona non grata” devido às suas críticas e comparações da resposta de Israel no conflito aos atos dos nazistas no Holocausto.
A mensagem reforça que a avaliação do bispo diverge da posição adotada pelo governo federal e associa a afinidade histórica e cultural brasileira com o povo judeu a um sentimento majoritário da sociedade. Ele encerrou a nota com um voto de paz — “Haja paz em teus muros, Eretz Israel” — expressão que remete à “Terra de Israel”.
A fala de JB Carvalho ecoa manifestações recentes de lideranças religiosas e civis que defendem o estreitamento de laços com Israel e criticam sinais de distanciamento diplomático. Para o bispo, a posição oficial do Executivo não traduz o que parte significativa dos brasileiros pensa sobre o tema.
Sem citar autoridades específicas, JB Carvalho enfatiza um apelo à conciliação e ao respeito: reconhecimento da trajetória do povo judeu, ênfase na contribuição cultural e espiritual e defesa da paz como caminho.
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Hamilton Silva
Jornalista, editor-chefe do DFMobilidade, economista pela Universidade Católica de Brasília, vice-presidente do Rotary Club de Brasília e diretor da ABBP (Associação Brasileira dos Portais de Notícias).