“Pente fino” de Celina Leão deve barrar o jogo duplo no Buriti

Foto: Agência Brasília
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Celina Leão assumiu o GDF em março com boa parte da equipe montada por Ibaneis Rocha. A vitória de outubro lhe dá mandato para montar seu próprio time. Se o decretão de exonerações sair em janeiro, a decisão mais importante virá depois da assinatura, quando a governadora escolher quem volta e a quem entrega o comando.

Em maio, Ibaneis falou em “decepções” com Celina e cobrou protagonismo eleitoral para o MDB. Ela respondeu que “sucessão nunca será submissão”. Dias depois, escolheu Pepa, do PP, para substituir Hermeto, do MDB, na liderança do governo na Câmara Legislativa. Em agosto, o MDB oficializou apoio a Celina em convenção sem Ibaneis. No segundo turno, o próprio Hermeto pediu votos para a governadora.

O pente-fino deve começar pelo histórico de cada chefia. Se ficar comprovado que alguém segurou um processo para atender a padrinho, usou a estrutura do GDF em campanha ou sabotou a execução de uma decisão legítima, deve perder o cargo de confiança. Quem aponta um erro técnico de boa-fé presta um serviço ao governo. O servidor efetivo que deixa uma chefia conserva seu cargo de carreira.

Para preencher as vagas, Celina deve escolher gente disposta a executar o programa que ela apresentou nas urnas e capaz de responder por metas que o cidadão brasiliense possa conferir. Quem já encurtou uma fila de exames, destravou uma obra ou melhorou o atendimento numa administração regional tem serviço para mostrar. Quem chega só com a bênção de um padrinho pode poupar a viagem ao Buriti.

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