A indústria brasileira registrou uma retração de 0,8% na passagem de agosto para setembro de 2026, conforme os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O resultado marca a quarta queda do setor no intervalo de cinco meses, acumulando uma perda de 4,1% nesse período e neutralizando boa parte do avanço observado no início do ano.
No acumulado de 12 meses, a atividade industrial apresenta alta de 0,2%, mantendo-se 16,5% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.
A retração foi disseminada entre as categorias e atividades pesquisadas, atingindo três dos quatro grandes setores econômicos e 17 das 25 atividades industriais.
Entre as principais influências negativas destacaram-se a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, além da produção de alimentos, com recuos impulsionados pela redução no processamento de cana-de-açúcar devido ao maior volume de chuvas.
Em contrapartida, as indústrias extrativas registraram o principal avanço positivo no período, impulsionadas pelo aumento na extração de petróleo, gás natural e minérios de ferro.
Na comparação com setembro de 2025, o recuo industrial atingiu 2,5%, pressionado por efeitos de calendário e por uma elevada base de comparação estatística.




