Entre janeiro e setembro de 2026, a cidade de São Paulo contabilizou 379 mortes de condutores e passageiros de motocicletas, o maior volume registrado para o período desde o início da série histórica do sistema Infosiga, em 2015.
O indicador representa uma alta de 4% frente ao mesmo intervalo de 2025 (364 óbitos), atingindo a média aproximada de uma vítima fatal a cada 17 horas no trânsito paulistano.
Especialistas e estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ressaltam que, embora restrito à capital paulista, o patamar recorde reflete um desafio de escala nacional.
O avanço acelerado da frota de duas rodas, impulsionado por deslocamentos diários e pela expansão dos serviços de entrega por aplicativos, marcados por longas jornadas e pressão por velocidade, amplia drasticamente a exposição ao risco.
Em colisões ou quedas, a ausência de estrutura veicular para absorver impactos torna os motociclistas extremamente vulneráveis a lesões graves.
O enfrentamento da mortalidade viária exige uma abordagem integrada em conformidade com o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).
As diretrizes priorizam a adequação de limites de velocidade, a manutenção de pavimento e sinalização, o aprimoramento do processo de habilitação e a fiscalização de equipamentos obrigatórios, além da conscientização de motoristas sobre a checagem de pontos cegos e o respeito à distância de segurança ao ultrapassar motocicletas.




