Meta nega favorecimento a Flávio Bolsonaro e apresenta ao TSE provas de tratamento igualitário nas eleições
A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, contestou as acusações de favorecimento eleitoral ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que aplica os mesmos critérios às duas candidaturas presidenciais. Em manifestação apresentada na segunda-feira (19), a empresa negou interferência deliberada na disputa e sustentou que suas decisões obedecem a regras técnicas e políticas de uso previamente estabelecidas. A defesa responde a questionamentos apresentados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A companhia também rebateu denúncias de restrições ao impulsionamento de publicações petistas. Segundo a defesa, problemas registrados em setembro e outubro decorreram de falhas operacionais, posteriormente corrigidas. A Meta assegurou que todos os anúncios contratados foram efetivamente veiculados e informou ter adotado revisão humana, em até duas horas, para eventuais bloqueios automatizados das contas de anúncios das duas campanhas. O procedimento deverá permanecer até o segundo turno, marcado para domingo (25).
Outro ponto da manifestação envolve a fiscalização de conteúdos eleitorais. A Meta informou ter examinado 1.204 publicações suspeitas, das quais 720 foram retiradas do ar, 270 já possuíam identificação adequada e 214 não apresentavam conteúdo eleitoral. A companhia também declarou ter analisado 255 perfis sem identificar indícios de comportamento inautêntico coordenado. Em relação à ferramenta Meta AI, garantiu que os mecanismos de geração de conteúdo seguem critérios idênticos para Lula e Flávio Bolsonaro.
A controvérsia permanece sob análise do ministro Marco Aurélio Bellizze, responsável por avaliar o cumprimento das determinações judiciais. A Meta solicitou uma reunião técnica com o magistrado e pediu o afastamento de eventuais multas, que podem alcançar R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento. A defesa destacou ainda que manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral reconheceu não haver, até então, constatação judicial de seletividade deliberada. Isso, porém, não encerra a discussão: caberá ao TSE verificar se os documentos apresentados comprovam efetivamente a igualdade de tratamento entre as candidaturas.




