Vendas de carros 100% elétricos disparam 70% na Europa em setembro

Foto: Divulgação/Volvo
Foto: Divulgação/Volvo

Os emplacamentos de veículos 100% elétricos a bateria (BEV) em 17 grandes mercados do continente europeu registraram um salto de 70,3% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Segundo dados compilados pelas consultorias E-Mobility Europe, New Automotive e Fier Automotive, foram comercializadas 300.202 unidades no período, fazendo com que os modelos totalmente elétricos alcançassem 32,6% de participação de mercado no volume total de carros novos.

O avanço acelerado da frota limpa é sustentado pela valorização dos preços do combustível fóssil no mercado internacional, pela manutenção de subsídios estatais e pela expansão da oferta de modelos populares.

No acumulado de 2026, cerca de 1,98 milhão de veículos elétricos a bateria já foram emplacados nos países monitorados, representando um crescimento de 38,1% frente a 2025.

Os países nórdicos seguem na liderança da transição energética: a Noruega registrou 98,8% de participação de elétricos nas vendas de setembro, seguida por Dinamarca (88,8%), Finlândia (62,7%) e Suécia (49%).

Entre as maiores economias do bloco, a França atingiu 41,7% de participação (65.243 unidades) e a Alemanha alcançou 34,6% (88.724 unidades), enquanto Bélgica, Holanda, Irlanda e Portugal registraram fatias próximas de 50%. Em contrapartida, países como República Tcheca (11,2%), Itália (7,6%) e Polônia (6,2%) permanecem na retaguarda da adoção.

A divulgação dos dados do mercado automotivo ocorre em um momento de forte articulação política entre as lideranças da União Europeia. Recentemente, França e Alemanha oficializaram um acordo bilateral para suavizar as diretrizes climáticas propostas pela Comissão Europeia para 2035.

Pelo novo pacto, as montadoras deverão cortar 90% das emissões de CO₂ em relação aos níveis de 2021, eliminando a exigência anterior de compensar os 10% restantes, além de instituir a cláusula de preferência industrial “Made in Europe”, que exige que ao menos 70% dos componentes veiculares (exceto baterias) sejam fabricados dentro do bloco.

O plano franco-alemão, embora celebrado por fabricantes e associações do setor, enfrenta oposição de parlamentares ambientalistas e passará pelo crivo do Parlamento Europeu em novembro.

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