O cantor Netinho, um dos principais responsáveis pela popularização do axé music no Brasil, morreu na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. A morte foi confirmada pela equipe do artista em comunicado divulgado nas redes sociais. Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para insuficiência renal e comprometimento de múltiplos órgãos.
Dono de uma voz marcante e de uma presença de palco que atravessou gerações, Ernesto de Souza Andrade Júnior nasceu em Santo Antônio de Jesus, no interior baiano, e conquistou projeção nacional à frente da Banda Beijo. Na carreira solo, transformou músicas como “Milla”, “Menina” e “Prefixo de Verão” em sucessos populares. Durante os anos 1990, tornou-se um dos símbolos da expansão do carnaval baiano para diferentes regiões do país.
A batalha contra o câncer começou em 2025, quando o artista recebeu o diagnóstico e precisou interromper compromissos profissionais. Após um período de recuperação, voltou aos palcos, mas a doença reapareceu em 2026, exigindo novas sessões de quimioterapia. No fim de setembro, Netinho foi internado no Hospital Aliança Star, em Salvador. O agravamento do quadro clínico levou à falência renal e à disfunção múltipla de órgãos.
Mesmo durante o tratamento, o cantor procurou transmitir serenidade e gratidão. Segundo seus familiares e representantes, costumava afirmar: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei.” Por desejo expresso do próprio artista, o velório e a cremação serão realizados em cerimônia reservada, restrita a familiares e amigos próximos. Netinho deixa um legado musical que permanece vivo na memória de milhões de brasileiros e na história do axé.




