O caminho percorrido pelo combustível até os postos envolve uma complexa cadeia produtiva que conecta a exploração em campos de petróleo a etapas industriais rigorosas de transformação.
No Brasil, o processo inicia-se com a extração do petróleo cru em reservas localizadas em formações rochosas marítimas.
Após a retirada na superfície e uma separação primária nas plataformas, o insumo é transportado por oleodutos ou navios até os terminais litorâneos, de onde é encaminhado para o parque de refino.
Nas refinarias, a matéria-prima passa por três fases fundamentais: separação, conversão e tratamento.
A separação ocorre em torres de destilação atmosférica sob elevadas temperaturas, permitindo a segregação dos compostos hidrocarbonetos por ponto de ebulição, com os mais leves, como gasolina e querosene, subindo ao topo da torre.
Em seguida, a etapa de conversão quebra moléculas mais pesadas em fragmentos menores para maximizar o rendimento, enquanto a fase de tratamento remove impurezas e reduz o teor de enxofre para adequar a substância aos padrões ambientais e regulatórios.
A fase final ocorre nas distribuidoras antes da entrega aos postos revendedores.
Em conformidade com as determinações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o produto recebe a mistura de etanol anidro, componente que eleva o nível de octanagem e auxilia na redução de emissões poluentes.
No caso da versão aditivada, são incluídos também compostos detergentes e dispersantes responsáveis por manter limpo o sistema de injeção dos motores.




