O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) reuniu, nesta quinta-feira (8), em Brasília, governadores, políticos eleitos e lideranças partidárias para fortalecer sua campanha no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro, realizado no Centro Empresarial Brasil 21, contou com representantes de diferentes estados e marcou uma nova etapa das articulações políticas do senador, que pretende ampliar sua base de apoio para além dos partidos tradicionalmente alinhados ao bolsonarismo.
Entre os participantes estavam Tarcísio de Freitas (São Paulo), Sérgio Moro (Paraná), Daniel Vilela (Goiás), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), além de outras lideranças estaduais. Flávio também fez um aceno à governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que mantém neutralidade na eleição presidencial. O candidato afirmou que, caso eleito, pretende atender às demandas dos estados independentemente da filiação partidária de seus governadores, sinalizando disposição para construir relações institucionais com adversários políticos.
Apesar da mobilização dos aliados, Flávio advertiu que a disputa está aberta. “Não tem eleição ganha”, declarou, ao pedir empenho dos governadores e parlamentares para conquistar eleitores indecisos, pessoas que não compareceram às urnas e cidadãos que votaram em outros candidatos. A articulação ganhou reforço com o apoio formal do Podemos, do Novo e da federação União Progressista, além da adesão individual do ex-governador Ronaldo Caiado, embora o PSD permaneça oficialmente neutro na disputa presidencial.
O movimento ocorre após Flávio Bolsonaro encerrar o primeiro turno, em 4 de outubro, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a campanha do PL concentra esforços na manutenção das alianças estaduais e na aproximação com setores políticos que ainda não declararam apoio. A disputa entra, assim, em uma fase de negociação partidária e mobilização territorial, na qual o comportamento dos eleitores que não escolheram nenhum dos dois finalistas será decisivo para o resultado.




