Chiquini denuncia Janones e Lindbergh à PGR por suposto esquema de fake news no “Exército do Lula”

JefFrey Chiquini - X
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A disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou um novo capítulo jurídico nesta quarta-feira (7 de outubro). O advogado e deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ). A representação aponta suspeitas de crimes eleitorais e organização criminosa, envolvendo uma suposta operação coordenada de desinformação contra Flávio Bolsonaro durante o segundo turno.

No centro da denúncia está o canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, organizado por Janones para mobilizar apoiadores do presidente nas redes sociais. Segundo Chiquini, a estrutura teria sido utilizada para disseminar informações falsas de que Flávio Bolsonaro pretende acabar com o Bolsa Família, extinguir o salário mínimo e reduzir aposentadorias. A acusação também atribui a Lindbergh participação na repercussão dessas mensagens, ampliando seu alcance entre os eleitores.

A ofensiva jurídica ocorre após o crescimento acelerado do canal petista, que ultrapassou 2 milhões de seguidores em poucos dias. Janones passou a convocar participantes para cumprir tarefas de divulgação e recrutamento de novos integrantes, numa estratégia para fortalecer a campanha de Lula. Diante desse cenário, Chiquini solicita a preservação de mensagens, vídeos e áudios, a identificação dos administradores dos canais e a realização de perícia digital pela Polícia Federal. O senador Carlos Viana (PSD-MG) também pediu ao Ministério Público Eleitoral que investigue o funcionamento da mobilização.

A representação coloca sob questionamento os limites legais da militância digital organizada durante uma eleição presidencial. Caberá à PGR avaliar se existem elementos suficientes para instaurar uma investigação e apurar eventual responsabilidade dos envolvidos. A notícia-crime, por si só, não comprova a prática dos delitos apontados nem representa condenação dos parlamentares. O episódio, entretanto, acrescenta uma disputa jurídica à batalha pela influência sobre milhões de eleitores nas plataformas digitais, a poucas semanas da votação decisiva de 25 de outubro.

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