Derrotada nas urnas, Leila abandona a reta final do mandato e entrega cadeira à suplente. TCHAU QUERIDA!
A senadora Leila Barros (PDT-DF) decidiu transformar a derrota eleitoral também em despedida antecipada do Senado. Após não conseguir a reeleição, pediu licença até 31 de janeiro de 2027, justamente quando termina seu mandato. Em português claro: o eleitor ainda lhe deu mandato por mais alguns meses, mas Leila preferiu deixar a cadeira antes da última página.
É importante registrar que a licença para tratar de interesses particulares é sem remuneração. Portanto, não cabe dizer que a senadora continuará recebendo salário nesse período. Mas isso não torna a decisão politicamente menos incômoda. O problema aqui não está no contracheque; está no compromisso. Quem pede voto para representar Brasília deveria, no mínimo, demonstrar disposição para cumprir integralmente o mandato que recebeu.
O simbolismo é péssimo. Enquanto havia eleição, campanha e possibilidade de mais oito anos de poder, Leila estava em campo. Depois que as urnas disseram “não”, veio a licença e a suplente Leany Lemos ficou encarregada dos meses restantes. Para quem passou anos cobrando responsabilidade dos outros, sair antes do apito final produz uma imagem difícil de explicar sem recorrer a uma boa dose de malabarismo político.
Leila tem direito legal à licença e também informou necessidade de tratamento de saúde, questão pessoal que merece respeito. Politicamente, porém, o episódio deixa uma pergunta inevitável: se o eleitor tivesse renovado o mandato, a licença até janeiro também aconteceria? Brasília talvez nunca tenha essa resposta. O que já tem é a cena final: derrotada nas urnas, a senadora escolheu deixar o plenário antes de o mandato terminar.




