Ausência de carregador residencial impulsiona preferência por carros híbridos sobre elétricos puros

Foto: Estapar/Divulgação
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A expansão dos veículos eletrificados no Brasil tem exigido dos consumidores uma análise criteriosa sobre a infraestrutura de recarga antes da aquisição.

Para motoristas que não possuem a possibilidade de instalar um carregador residencial em garagens ou condomínios, a dependência da rede pública passa a definir a viabilidade do uso diário do automóvel.

Embora levantamentos da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e da Tupi Mobilidade apontem um total de 25.429 pontos de recarga públicos e semipúblicos no país em maio de 2026, uma alta de 20,7% em três meses, a distribuição desses equipamentos permanece desigual, com forte concentração nas regiões Sudeste (11.079 pontos) e Sul (6.115 pontos).

Diante das disparidades regionais e da variação no tempo de carregamento, as tecnologias híbridas destacam-se como alternativas funcionais para quem busca redução de emissões sem depender da malha de tomadas.

Especialistas do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) ressaltam a importância de diferenciar as arquiteturas de trem de força disponíveis no mercado: enquanto os híbridos leves (MHEV) utilizam o sistema elétrico apenas para auxiliar o motor a combustão em momentos pontuais, os híbridos convencionais (HEV) possuem autonomia energética plena.

O sistema HEV regenera a própria energia durante desacelerações e frenagens, sendo capaz de tracionar o veículo exclusivamente em modo elétrico no trânsito urbano congestionado, dispensando qualquer conexão à rede elétrica externa.

A viabilidade de um modelo 100% elétrico (BEV) para quem não recarrega em casa fica condicionada ao mapeamento prévio do trajeto habitual e à proximidade de estações de carga rápida em corrente contínua (DC), que somavam 8.601 pontos no país.

Autoridades do setor automotivo orientam que, na ausência de ponto de recarga na garagem, o consumidor deve priorizar a autonomia energética e a praticidade da rotina em relação ao custo por quilômetro rodado, evitando que a necessidade de abastecimento elétrico gere deslocamentos adicionais ou tempos de espera prolongados.

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