As vendas de veículos 100% elétricos a bateria na União Europeia atingiram o recorde de 1,64 milhão de unidades entre janeiro e agosto de 2026, representando um avanço de 45% frente ao mesmo período do ano anterior, segundo relatório da organização Transport & Environment (T&E).
O segmento passou a responder por 22% de participação do mercado de novos automóveis no bloco, impulsionado principalmente pelo aumento na oferta de modelos populares com preços de entrada abaixo de 25 mil euros, cuja comercialização deve fechar o ano sete vezes maior do que a registrada em 2024.
A virada no mercado reflete uma expansão expressiva no portfólio disponível aos consumidores, com a chegada de cerca de 40 novos modelos no primeiro semestre, dos quais 60% são fabricados por marcas europeias e 21% por empresas chinesas.
No segundo trimestre, as vendas de modelos elétricos superaram os carros movidos exclusivamente a gasolina em um trimestre completo pela primeira vez na história do bloco.
Esse avanço foi impulsionado pela alta demanda por automóveis compactos e acessíveis, a exemplo do compacto ID. Polo, do grupo Volkswagen, que já acumula lista de espera de dez meses e mais de 40 mil pedidos.
Além das exigências regulatórias de descarbonização, a migração para a mobilidade elétrica foi acelerada pelo encarecimento dos combustíveis fósseis decorrente do conflito no Irã, que elevou o preço do diesel em 38% e gerou um custo adicional estimado em 53 bilhões de euros aos motoristas europeus.
Diante desse cenário, entidades do setor defendem a manutenção rigorosa das metas de emissão de CO2 da UE para 2030, sustentando que as normas são o principal estímulo para forçar as montadoras a manterem a produção contínua de veículos elétricos populares e de menor custo.




