Paula Belmonte elogia petista e se queima com eleitor no DF

Frame de vídeo do Instagram
Frame de vídeo do Instagram

Em um episódio que mistura amadorismo estratégico e grave falha de comunicação, a candidata ao Governo do Distrito Federal, Paula Belmonte (PSDB), protagonizou um verdadeiro espetáculo de contradições neste fim de semana. Às vésperas da decisão nas urnas, Belmonte apareceu em um vídeo tecendo fortes elogios à deputada federal Erika Kokay, candidata ao Senado pelo PT. O gesto, imediatamente lido nos bastidores como um endosso eleitoral, forçou a tucana a tentar apagar um incêndio que ela mesma começou.

Na sexta-feira (2), a gravação tomou conta dos grupos de mensagem. Nela, Belmonte exaltava a “dedicação” da petista, que, como era de se esperar, não perdeu tempo e capitalizou politicamente a cena. Afinal, para a base do atual governo federal de Lula — mestre na arte das narrativas acrobáticas e do contorcionismo retórico para mascarar a própria ineficiência —, qualquer brecha é uma oportunidade de ouro para faturar em cima do adversário.

LEIA TAMBÉM: Celina Leão amplia vantagem, supera 53% dos votos válidos e se aproxima de vitória no 1º turno

O desastre na comunicação obrigou Paula a ir a público neste sábado (3) para negar veementemente qualquer apoio à candidata do PT, garantindo que não vota na legenda. Em sua justificativa, a candidata alegou que o encontro foi “casual”, que o afago era apenas pessoal e que seus verdadeiros nomes para o Senado são Guto Felício (PSDB) e Sebastião Coelho (Novo).

A política no Distrito Federal tem exigido das lideranças locais maturidade, respeito institucional e um foco inegociável em propostas concretas para o desenvolvimento da capital, mantendo o ambiente de estabilidade que a cidade precisa. Nesse cenário de seriedade, a atitude de Belmonte soa como um tropeço inexplicável. É, no mínimo, curioso que uma postulante ao Buriti decida afagar publicamente representantes de um grupo aliado ao Palácio do Planalto, uma gestão que coleciona crises de credibilidade e tropeços econômicos diários.

Ao tentar justificar o injustificável, exigindo que o público separe o elogio da política, a candidata subestima a inteligência do eleitor brasiliense. A cordialidade e o diálogo no Congresso Nacional são sempre bem-vindos, mas, na reta final de uma campanha majoritária, clareza é a única moeda de troca válida.

O episódio escancara uma comunicação vacilante e deixa no ar a incômoda dúvida: o flerte momentâneo com o lulopetismo foi mera ingenuidade política ou um grave erro de cálculo? O eleitor não deveria ter que consultar um manual de interpretação de texto para decifrar as reais posições de quem pede o seu voto.

 

 

📲 Acompanhe o DFMobilidade e fique por dentro de tudo! Siga nossas redes sociais para não perder nenhum detalhe, bastidor e análise exclusiva sobre o que realmente acontece na política do Distrito Federal: 👉 Instagram: @dfmobilidade 👉 Twitter/X: @df_mobilidade 👉 Facebook: /dfmobilidade

 

 

 

🗣️ Queremos te ouvir: Você acha que o elogio de Paula Belmonte à candidata do PT foi apenas um escorregão inocente ou revela falta de preparo na reta final? Deixe sua opinião nas nossas redes e participe do debate!

Leia também:

Exata OP aponta disputa pulverizada por vagas na CLDF; Chico Vigilante lidera pesquisa espontânea Levantamento mostra Chico Vigilante com 2,3%, seguido por Joaquim Roriz Neto, com 2,1%, e Max Maciel, com 2%; mais da metade dos entrevistados ainda não indicou candidato A disputa pelas 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) chega à reta final das eleições de 2026 marcada pela pulverização das intenções de voto e por um elevado número de eleitores ainda sem candidato definido. Pesquisa Exata OP coloca Chico Vigilante (PT) numericamente à frente no levantamento espontâneo, com 2,3%. Na sequência aparecem Joaquim Roriz Neto (PL), com 2,1%, e Max Maciel (PSOL), com 2%. Como a margem de erro geral do levantamento é de 1,7 ponto percentual, os primeiros colocados estão tecnicamente próximos. Jaqueline Silva (MDB) aparece com 1,7%. Eduardo Pedrosa (União) e Robério Negreiros (Podemos) registram 1,5% cada. Pepa (PP) e Gabriel Magno (PT) têm 1,3% cada. Múcio (PSB) e Roosevelt Vilela (PL) aparecem com 1,1%, enquanto Hermeto (MDB) e Iolando (MDB) registram 1%. Disputa segue aberta O levantamento mostra ainda Ricardo Vale, Rôney Nemer, Renata Daguíar, Keka Bagno e Wellington Luiz com 0,8% cada. Victor Jansen, Cristiano Araújo e Estefane Sampaio aparecem com 0,7%. Marcela Passamani e Rogério Morro da Cruz têm 0,6%. Com 0,5% estão João Cardoso, Martins Machado, Pedro Oliveira, Claudio Abrantes, Delegada Doutora Jane e Júlia Lucy. André Kubitschek, Raad, Sardinha, Daniel Radar, Telma Rufino, Delegado Fernando Fernandes, Jorge Vianna, Pastor Daniel de Castro e Delmasso aparecem com 0,4% cada. Dayse Amarilio, Luíza do Clezão, Rogério Ulysses, Subtenente Geraldo Alves, Valdelino Barcelos, Alessandro Paiva e Professor Jordenes registram 0,3%. Outros candidatos aparecem com 0,2% ou 0,1%. Mais da metade ainda está indecisa Um dos números mais relevantes da pesquisa está fora da lista de candidatos. Os indecisos representam 54,8% dos entrevistados, percentual muito superior ao obtido individualmente por qualquer concorrente. Outros 5,2% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. A pesquisa registra ainda 3% de entrevistados que citaram nomes que concorrem a outros cargos e 1,9% de respostas que não puderam ser identificadas. O elevado percentual de indecisos deve ser analisado levando em consideração a metodologia. A pergunta foi espontânea, ou seja, o entrevistador não apresentou uma relação de candidatos. O eleitor precisou mencionar por conta própria o nome de sua preferência. Em eleições proporcionais, esse tipo de levantamento costuma apresentar maior dispersão do voto e índices elevados de indefinição, especialmente diante do grande número de candidaturas. Pesquisa não define os 24 eleitos Os percentuais individuais também não podem ser convertidos diretamente em número de cadeiras na CLDF. Diferentemente da eleição para governador ou presidente, a eleição para deputado distrital utiliza o sistema proporcional. A definição dos eleitos depende não apenas dos votos recebidos individualmente, mas também da votação acumulada pelos partidos e federações, além da aplicação dos quocientes e das regras para distribuição das vagas e sobras. A Exata OP apresentou uma simulação partidária baseada nos resultados da pesquisa. Entre os nomes considerados nessa projeção aparecem Chico Vigilante, Gabriel Magno e Ricardo Vale pela Federação Brasil; Jaqueline Silva, Hermeto, Iolando e Wellington Luiz pelo MDB; Joaquim Roriz Neto, Roosevelt Vilela, Victor Jansen, João Cardoso e Júlia Lucy pelo PL; e Max Maciel e Keka Bagno pelo PSOL/Rede. A projeção também contempla representantes de outras legendas. A simulação, entretanto, não representa previsão oficial de composição da Câmara Legislativa e pode sofrer alterações significativas conforme a votação efetivamente depositada nas urnas. Metodologia A pesquisa Exata OP ouviu 4 mil eleitores do Distrito Federal entre 30 de setembro e 2 de outubro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 1,7 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-03550/2026. Os números representam uma fotografia das preferências declaradas pelos entrevistados durante o período de realização do levantamento e não constituem previsão do resultado das eleições.

Comentários

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.