A TV Globo cancelou, nesta quinta-feira (1º), o debate entre candidatos à Presidência que estava marcado para as 21h30, três dias antes do primeiro turno. A emissora atribuiu a decisão às sucessivas determinações judiciais que alteraram as regras e a estrutura do encontro.
O episódio começou com a confirmação de que Luiz Inácio Lula da Silva não participaria do debate. Em seguida, uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Globo de exibir o púlpito reservado ao presidente e de formular perguntas aos demais candidatos relacionadas à ausência do petista.
Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos, do Missão, no programa, contrariando decisão anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que havia considerado que a emissora não era obrigada a convidá-lo.
A situação terminou de mudar quando Flávio Bolsonaro desistiu de participar. A Globo informou que as decisões tomadas às vésperas do programa provocaram “insegurança jurídica” e representaram interferência na organização dos debates. Com Lula e Flávio fora, o encontro que reuniria os principais candidatos acabou cancelado.




