A história política de Brasília ensina que o Palácio do Buriti raramente é conquistado sem solavancos. A fragmentação partidária e a pluralidade de interesses que convivem na capital sempre impuseram disputas acirradas e decisões arrastadas para a prorrogação. O cenário que se desenha para o pleito deste ano, contudo, aponta para um fenômeno raro: a possibilidade real de uma vitória liquidada já no primeiro turno, fruto direto da maturidade e da extraordinária capacidade de articulação política demonstrada pela governadora Celina Leão.
Reunir 16 legendas sob o arco da coligação “Propósito e Ação” vai muito além de somar números para a propaganda eleitoral. Trata-se de um feito de liderança que comprova prestígio, poder de escuta e habilidade para construir consensos onde outros enxergavam apenas divisões. Celina conseguiu estabelecer uma ampla aliança que conecta o centro pragmático, setores liberais e forças progressistas, garantindo uma base representativa das mais diversas correntes da sociedade brasiliense.
Esse caminho não foi traçado de improviso. Desde o início da pré-campanha, Celina consolidou o apoio firme de doze partidos, demonstrando planejamento e estabilidade. A definição de Gustavo Rocha (Republicanos) como candidato a vice-governador trouxe solidez jurídica, experiência de gestão e equilíbrio técnico a uma chapa que já contava com a musculatura partidária do Progressistas (PP), do PL, do União Brasil e do MDB, além do suporte engajado de legendas como Podemos, Cidadania, Avante, Mobiliza, Democracia Cristã (DC), PRTB, Agir e Democratas.
A grandeza política, no entanto, mede-se na reta decisiva. O crescimento recente da base governista com a chegada do Solidariedade e do PRD já sinalizava a expansão da coligação, mas foi a decisão unânime da executiva do PSD, na última semana antes da votação, que coroou o trabalho de bastidor. Diante do novo cenário partidário, Celina agiu com altivez e abertura ao diálogo, atraindo uma legenda de imensa relevância institucional para somar forças ao seu projeto de continuidade e desenvolvimento para a capital.
Uma eleição não se vence apenas nas semanas finais de propaganda de rua; vence-se na confiança que se transmite aos líderes, aos setores produtivos e à população. Ao demonstrar generosidade política para acolher diferentes vozes e firmeza para coordenar um exército de lideranças em todas as regiões administrativas, Celina Leão transformou o palanque governista no polo incontestável de estabilidade e futuro para o Distrito Federal.
A perspectiva concreta de um triunfo no primeiro turno não decorre de circunstâncias acidentais. É o resultado direto de quem compreendeu com clareza o valor do diálogo republicano e fez da boa política a sua principal ferramenta para unir a cidade.
Por: Lucas Santana
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