Por 5 votos a 2, Tribunal Superior Eleitoral indefere recurso do ex-governador; nome será retirado das urnas e defesa avalia próximos passos.
Brasília — Em uma decisão que redefine os rumos da sucessão distrital e sacode os bastidores políticos da capital federal, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou, nesta quinta-feira (24), a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal (GDF). Por ampla maioria — 5 votos a 2 —, a Corte negou o provimento ao recurso da defesa, tornando o ex-governador formalmente inelegível para a disputa eleitoral.
Com a decisão colegiada, Arruda está sumariamente proibido de realizar qualquer ato de campanha nas ruas, em meios de comunicação ou nas redes sociais. Além disso, a Justiça Eleitoral determinou a exclusão de seu nome do sistema das urnas eletrônicas. O julgamento seguiu o voto do relator do recurso, ministro Dias Toffoli, que se manifestou pelo indeferimento do registro de candidatura, sendo acompanhado pela maioria do plenário.
A exclusão de Arruda da disputa altera significativamente o tabuleiro eleitoral no Distrito Federal, abrindo espaço para uma reacomodação imediata de forças e alianças na reta final da campanha, em um momento decisivo para o futuro da gestão da capital.
Defesa fala em “decisão política” e estuda futuro
Logo após a proclamação do resultado no TSE, o corpo jurídico do candidato reuniu-se para definir as medidas cabíveis, admitindo que o revés impõe um obstáculo quase definitivo ao projeto eleitoral do PSD no DF.
O advogado José Eduardo Cardozo destacou que a decisão tem efeito imediato sobre a elegibilidade de Arruda: “O efeito dessa decisão torna o nosso candidato inelegível. Recurso cabe. Nós vamos conversar com o nosso cliente para verificar se ele tem interesse em entrar com algum recurso”, afirmou.
Na mesma linha, o advogado Francisco Emerenciano indicou que o caminho a ser trilhado dependerá da postura pessoal do ex-governador: “A decisão agora é mais política do que jurídica, agora é o cliente que tem que decidir”, completou.
Com o impedimento consolidado e a corrida ao Palácio do Buriti sem um de seus nomes mais conhecidos, o eleitor brasiliense acompanha agora a redistribuição dos votos e as movimentações que definirão o comando do DF nos próximos quatro anos.
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