Um acidente fatal recente na rodovia BR-277 acendeu o alerta para os riscos envolvendo viagens intermunicipais contratadas por aplicativos de carona. Como o passageiro passa horas com desconhecidos e muitas vezes atravessa áreas sem sinal de celular, especialistas recomendam medidas preventivas rigorosas.
Antes do embarque, é fundamental conferir a placa, o modelo e a cor do veículo, além da foto e das avaliações do motorista. O passageiro deve recusar a corrida caso note qualquer divergência e jamais aceitar propostas para pagar a viagem fora do aplicativo, prática que elimina os rastros digitais do trajeto.
A comunicação ativa é a principal ferramenta de segurança. A orientação é compartilhar a rota em tempo real, os dados do condutor e o horário de chegada com uma pessoa de confiança, estabelecendo check-ins periódicos durante as paradas em postos de combustíveis ou pedágios.
Dentro da cabine, o uso do cinto de segurança no banco traseiro é obrigatório por lei e inegociável. O passageiro também deve monitorar o comportamento de quem está ao volante e solicitar pausas imediatas se identificar sinais de sonolência, uso do celular na direção, excesso de velocidade ou ultrapassagens de risco.
É preciso diferenciar a carona compartilhada, onde os custos da viagem são divididos, da exploração irregular de transporte coletivo. Em caso de acidentes, conduta perigosa ou emergências nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deve ser acionada imediatamente pelo número 191.




