Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump permaneceram por cerca de 18 minutos na mesma área reservada aos chefes de Estado na sede das Nações Unidas, em Nova York, nesta terça-feira (22), mas não chegaram a se encontrar. Os dois aguardavam seus discursos na chamada GA200, antessala localizada atrás da tribuna da Assembleia Geral, embora tenham permanecido em salas separadas.
A ausência do cumprimento ganhou dimensão política porque Lula havia afirmado, seis dias antes, durante ato no Distrito Federal, que pretendia ter um “bate-papo” com Trump durante a passagem por Nova York. Apesar da declaração, nenhuma reunião bilateral entre os dois presidentes estava oficialmente marcada. A própria sequência dos discursos — Brasil primeiro e Estados Unidos logo depois — abria apenas a possibilidade de um contato informal nos bastidores.
Trump chegou à área reservada às 9h43 pelo horário de Nova York. Às 10h01, Lula deixou o local para entrar no plenário. Relatos obtidos pela CNN indicam que os dois nem sequer teriam se visto. A equipe norte-americana também estava concentrada em testes do teleprompter antes da fala de Trump, mas não há evidência de que os preparativos técnicos tenham provocado ou explicado a ausência do encontro.
O episódio contrasta com a Assembleia Geral de 2025, quando Lula e Trump tiveram um rápido contato nos bastidores antes dos discursos. Desta vez, o encontro informal que chegou a ser tratado como possível pelo Palácio do Planalto não se repetiu, justamente em uma Assembleia marcada por divergências públicas entre Brasília e Washington sobre soberania, eleições e atuação dos Estados Unidos na região.




