Secretário da Pessoa com Deficiência detalha avanços da gestão distrital, enquanto bancada reage com veemência aos ataques de Lula contra Celina Leão e à blindagem seletiva de Brasília.
A edição desta sexta-feira, 18 de setembro, do programa Vozes da Comunidade — transmitido ao vivo direto da Central Brasil 21 sob o comando do jornalista Tony Duarte e retransmitido por uma rede de emissoras comunitárias no Distrito Federal e Entorno — trouxe um panorama cirúrgico dos rumos da capital federal a poucos dias do primeiro turno das eleições gerais. Dividido entre o compromisso social da administração local e o acirrado termômetro político nacional e distrital, o programa colocou em evidência a solidez das políticas públicas do Governo do Distrito Federal (GDF) e desnudou a ofensiva política do Palácio do Planalto contra Brasília.
Sabatina: inclusão na prática e ampliação de serviços no GDF
Na primeira parte da atração, o entrevistado foi o secretário de Estado da Pessoa com Deficiência do DF, William Ferreira da Cunha. Advogado e pessoa com deficiência visual, Cunha relatou sua trajetória pessoal como motor para a gestão pública e destacou a evolução estrutural da pasta, que deixou de ser coordenação para ganhar status de secretaria sob a atual gestão.
Questionado pelos jornalistas convidados — Kelly Souza (DF Acontece), Caio Peixoto (Acorda DF), Marcos Alexandre (Portal Imparcial), Juliana Noronha (SOS Brasília) e Idovan Araújo (Rádio Federal) —, o secretário detalhou números e diretrizes que norteiam o atendimento no DF:
- Mapeamento e cadastro: O DF conta com cerca de 173 mil pessoas com deficiência mapeadas (dados mais próximos da realidade apurados pelo IPED-DF). Atualmente, mais de 118 mil cadastros foram iniciados no sistema próprio da pasta, com mais de 70 mil já homologados. Ceilândia segue como a região administrativa com maior volume de atendimentos e entrega de documentos.
- Capacitação e mercado de trabalho: A parceria inovadora com o Senac já capacitou dezenas de profissionais para atender a demandas pontuais de vagas abertas em empresas, assegurando não apenas o cumprimento formal de cotas, mas a permanência e qualificação real no emprego.
- DF Acessível e órteses: O programa DF Acessível, operado com 35 vans da TCB nas cinco bacias de transporte, atende mensalmente cerca de 300 pessoas em tratamentos de saúde, com estudos avançados para otimizar o tempo ocioso das viagens. Na entrega de cadeiras de rodas e órteses, a espera na rede pública caiu de antigos três anos para um prazo médio de seis a oito meses, via UBS e regulação na Estação 114 Sul do Metrô.
- Moradia e integração com a Codab: A pasta firmou acordo de cooperação que dispensa a reapresentação de laudos médicos para quem já integra o cadastro distrital, agilizando o acesso a cotas habitacionais, como o empreendimento de 400 unidades recentemente anunciado em Ceilândia.
- Visibilidade e deficiências ocultas: O GDF já emitiu mais de 15 mil cartões com o cordão de girassol e o símbolo do espectro autista, acompanhados de palestras e ações itinerantes para conscientizar órgãos e transporte coletivo, combatendo o preconceito e o constrangimento.
A ofensiva federal contra o BRB e a reação serena de Celina Leão
No segundo bloco, a bancada — reforçada pelo jornalista Hamilton Silva — concentrou fogo na tensão eleitoral e na mais recente investida do governo federal contra o Distrito Federal. Em recente comício noturno em Ceilândia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou ataques virulentos e ofensas diretas contra a governadora Celina Leão, classificando-a de “cínica e mentirosa”.
O programa reproduziu a contundente resposta em vídeo gravada por Celina Leão, que optou pela serenidade institucional e desmontou o discurso do Planalto:
“Lamento muito que o presidente Lula tenha escolhido partir para a ofensa pessoal (…). Eu não vou responder ofensa com ofensa, vou responder com fatos. Ninguém está pedindo dinheiro ao Governo Federal, presidente. Nós estamos buscando um aval da União para uma operação de crédito. Aval não é doação, aval nós temos que pagar. O que não se pode fazer é transformar o BRB em uma arma eleitoral”, rebateu a governadora, lembrando a contradição de a União liberar avais e socorros bilionários a estatais federais como os Correios, enquanto tenta asfixiar o principal banco público de fomento do Centro-Oeste.
Tony Duarte e Hamilton Silva criticaram severamente o uso do palanque federal para penalizar a economia da capital. Para a bancada, a insistência da esquerda em eleger o BRB como alvo exclusivo escancara a carência de propostas para os brasilienses e a tentativa de reeditar tempos de descalabro administrativo no DF — lembrando os períodos de instabilidade e atraso vividos entre 2010 e 2018, governos alinhados ao petismo federal que deixaram marcas profundas na cidade. Conforme pontuou Hamilton Silva, o eleitor do DF é qualificado, acompanha o Congresso e não se deixa seduzir por discursos eleitoreiros de palanque.
Crise no Judiciário e o freio da Justiça Eleitoral
O programa ainda analisou o desgaste da Suprema Corte diante de recentes tensões institucionais e repercutiu a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), que proibiu o ex-governador José Roberto Arruda de veicular propaganda afirmando estar elegível para a disputa ao Palácio do Buriti. A bancada elogiou a pronta atuação da Justiça Eleitoral em restabelecer a verdade dos fatos perante a população.
Na próxima sexta-feira, o Vozes da Comunidade receberá ao vivo nos estúdios a governadora e candidata Celina Leão para uma entrevista exclusiva.
Acompanhe a íntegra da transmissão no canal oficial do programa no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=gUxmoolKS6A
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