Alexandre de Moraes protocolou sua defesa para a sessão desta manhã no Supremo Tribunal Federal (STF) e adotou uma linha de confronto. O ministro afirma que as acusações relacionadas a Daniel Vorcaro fazem parte de uma “farsa” com motivação político-eleitoral e sustenta ser alvo de uma tentativa de “vingança” promovida por aliados de pessoas condenadas pela Corte.
Um dos principais argumentos da manifestação está nas supostas comunicações com Vorcaro. Moraes afirma que, das 52 notas atribuídas ao material analisado, 47 não teriam sido localizadas em conversas do WhatsApp. Para o ministro, isso significa que 90,4% do conjunto apresentado seria baseado em inferências, sem comprovação de que aquelas mensagens tenham efetivamente sido enviadas.
Moraes também rejeita a existência de um diálogo com o ex-banqueiro. A defesa sustenta que não foi encontrada mensagem ou bloco de notas contendo texto escrito pelo próprio ministro e questiona a possibilidade de se falar em “conversa” sem a comprovação da participação dos dois interlocutores. A tese busca desmontar justamente o elo entre o conteúdo encontrado no aparelho de Vorcaro e uma eventual atuação de Moraes.
No trecho mais político da defesa, Moraes afirma que a “tentativa de golpe não se encerrou em 8/1/2023” e teria apenas mudado de modus operandi. Ao transformar sua defesa pessoal em uma acusação de retaliação contra o próprio Supremo, o ministro eleva a temperatura de uma sessão já cercada de expectativa e coloca uma palavra no centro de sua reação: “vingança”.





